Visão Expandida
2º Concurso de Fotografia
FDMS & UFPel
“O Extraordinário do Cotidiano”
A Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS), em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), apresenta a exposição do 2º Concurso de Fotografia – Visão Expandida, que nesta edição propõe o tema “O Extraordinário do Cotidiano”.
O concurso promove a produção fotográfica autoral entre estudantes da UFPel, estimulando a expressão artística, a criatividade e o olhar sensível sobre as múltiplas realidades do cotidiano universitário e da sociedade. O tema convida a revelar o extraordinário presente em situações aparentemente comuns, preservando a liberdade de interpretação de cada participante.
As inscrições, individuais ou coletivas, aceitaram até três fotografias por participante. Entre as obras inscritas, 20 foram selecionadas para esta mostra coletiva: 18 pela Comissão de Seleção e Curadoria, formada por cinco profissionais das áreas de Fotografia, Artes Visuais, Design e afins, e 2 pela FDMS.
Cinco obras são premiadas: a Fotografia Vencedora, três Fotografias Destaque e a Fotografia Júri Popular. O resultado da premiação é divulgado na cerimônia de abertura, em 9 de novembro de 2026.
Toque em uma fotografia para ver a obra ampliada, a ficha e o memorial descritivo.
Stand AloneRenão
Entre um voo e outroMartín Esteves Jacques
Antes que a luz se váMartín Esteves Jacques
InstanteJulia De Abreu Repiso
O avessoJulia De Abreu Repiso
A Grandeza do InstanteBernardo Penteado Favero
InfindoPedro Augusto Navarro
Túnel de galhosHamilton Oliveira Bittencourt Junior
Caixa d'águaHamilton Oliveira Bittencourt Junior
As Flores que não brotaram quando você partiuMercurio Midon Dos Passos
A estética do frioEduarda Borges Franco
ImpermanênciaEduarda Borges Franco
Volta às aulasSofia Mazza Machado
Águas de MaioSofia Mazza Machado
Sagrado UrbanoSofia Mazza Machado
O cotidiano noturno de PelotasKati Ferreira
COMPADRIOMarcelo Paxá
jovem, "mão calejada"Marcelo Paxá
a ÁRVOREMarcelo Paxá
Cartografias da noiteMatheus Magalhães Costa
Ficha técnica
Universidade Federal de Pelotas
ReitoraUrsula Rosa da Silva
Vice-ReitorEraldo dos Santos Pinheiro
Pró-Reitor de EnsinoAntônio Maurício Medeiros Alves
Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-GraduaçãoMarcos Britto Corrêa
Pró-Reitor de Extensão e CulturaFábio Garcia Lima
Pró-Reitora de Assuntos EstudantisJosy Dias Anacleto
Pró-Reitora de Planejamento e AdministraçãoAline Ribeiro Paliga
Pró-Reitora de Gestão de PessoasTaís Ullrich Fonseca
Pró-Reitora de Ações Afirmativas e EquidadeClaudia Daiane Garcia Molet
Fundação Delfim Mendes Silveira
Diretor-PresidenteCésar Dalmolin Bergoli
Diretor ExecutivoFelipe Fehlberg Herrmann
Diretor FinanceiroForlan La Rosa Almeida
Gerente ExecutivaCristiane Zandonotto
Assessoria JurídicaGuilherme Goldani
MarketingLeandro Nunes Cardoso Junior
Supervisor de ProjetosEverton Freitas
Supervisora FinanceiraMira de Castro Vaz
Supervisores de Compras e LicitaçõesMicael Altenburg
Rossano Lindemann
Supervisora de Departamento PessoalDaiane dos Passos Lima
2º Concurso de Fotografia – Visão Expandida
Elaboração do editalCésar Dalmolin Bergoli
Guilherme Goldani
Leandro Nunes Cardoso JuniorEm colaboração com docentes do Centro de Artes da UFPel.
Comissão OrganizadoraProf. Lauer Santos
Prof.ª Lizângela Torres
Prof.ª Paula Garcia Lima
Prof.ª Roberta Barros
Prof.ª Thaís Sehn
Leandro Nunes Cardoso Junior
Comissão de Seleção e CuradoriaProf. Lauer Santos
Prof.ª Lizângela Torres
Prof.ª Paula Garcia Lima
Prof.ª Roberta Barros
Prof.ª Thaís Sehn
Expografia e designLauer Santos
Leandro Nunes Cardoso Junior
Rhyago da Silva Lima Acunha
Os direitos autorais das fotografias pertencem aos(às) seus(suas) autores(as).
Informações: [email protected] · (53) 3026-6911

Stand Alone
Renão
Letras – Português/Espanhol
- Técnica
- Mobgrafia
- Captura
- 25/06/2026
Memorial descritivo
Essa fotografia foi tirada no final da tarde com o celular, quando eu estava saindo de uma aula no Campus Anglo. Como eu não tinha câmera, percebi algo diferente e logo puxei o celular pra tirar foto. Nela há simplesmente uma moça que talvez esteja no seu horário de descanso do Restaurante Universitário.

Entre um voo e outro
Martín Esteves Jacques
Cinema e Audiovisual
- Técnica
- Canon EOS Rebel T5i + Lente 75-300mm + Edição de exposição, contraste e cor.
- Captura
- 28/09/2026
Memorial descritivo
Dois pássaros dividem o mesmo fio em um instante de pausa. Entre o movimento de um voo e outro, a cena captura a discreta beleza de um momento comum que, por alguns segundos de descanso, pede pra ser notado.

Antes que a luz se vá
Martín Esteves Jacques
Cinema e Audiovisual
- Técnica
- Canon EOS Rebel T5i + Lente 75-300mm + Edição de exposição, contraste e cor.
- Captura
- 29/09/2026
Memorial descritivo
Há presenças que passam despercebidas quando não notamos com quem dividimos o céu. Diante do fim do dia, um pássaro assiste o pôr do sol, nos lembrando de desacelerar e olhar ao redor, antes que a luz se vá.

Instante
Julia De Abreu Repiso
Engenharia de Produção
- Técnica
- Composição fotográfica, enquadramento vertical, captura de instante e leve edição de cores
- Captura
- 23/05/2026
Memorial descritivo
Há lugares que fazem parte da nossa paisagem e justamente por serem tão familiares, podem passar despercebidos. Ao encontrar a Fonte das Nereidas, em Pelotas, naquele momento me chamou atenção a beleza da composição entre a fonte, a lua e o céu. Enquanto fotografava, uma pomba surgiu na cena de forma inesperada, completando aquele instante de uma maneira que eu não havia planejado. A fotografia representa meu olhar sobre um momento simples, mas especial, e a vontade de perceber e registrar as pequenas surpresas que podem existir no nosso cotidiano.

O avesso
Julia De Abreu Repiso
Engenharia de Produção
- Técnica
- Composição fotográfica, simetria, fotografia de reflexo e leve edição de cores
- Captura
- 19/09/2025
Memorial descritivo
A fotografia mostra uma paisagem do Parque Una através do reflexo na água. O que normalmente seria visto de forma direta aparece invertido, transformando os prédios, o céu e suas formas em uma composição diferente. Escolhi apresentar a imagem dessa maneira porque gosto da ideia de olhar para um lugar conhecido por outro ângulo, descobrindo algo novo em uma paisagem cotidiana. Às vezes, basta mudar o jeito de olhar para que o que já conhecemos pareça completamente diferente.

A Grandeza do Instante
Bernardo Penteado Favero
Medicina
- Técnica
- Fotografia de paisagem
- Captura
- 06/06/2018
Memorial descritivo
A proposta é um novo olhar sobre uma cena presente no cotidiano: o pôr do sol. Registrada com um celular, a imagem captura o contraste entre a paisagem urbana e a transformação do céu ao final do dia, revelando tons intensos de vermelho, rosa, laranja e azul entre as nuvens.
A composição utiliza a inversão da imagem como recurso visual, fazendo com que os edifícios e elementos da cidade pareçam suspensos sobre o céu. Essa escolha busca deslocar a percepção habitual do observador e destacar aquilo que muitas vezes passa despercebido na rotina: a beleza presente em um instante simples e passageiro.
O céu, com suas diferentes texturas e cores, ocupa a maior parte da fotografia, enquanto a silhueta urbana estabelece um contraste entre o concreto e a natureza. A fotografia procura representar justamente essa relação entre o extraordinário e o cotidiano, mostrando que momentos comuns podem adquirir novos significados quando observados com atenção.
Assim, a fotografia ao transformar um simples fim de tarde em uma experiência visual, convida o espectador a desacelerar e perceber a beleza que existe ao seu redor.

Infindo
Pedro Augusto Navarro
Especialização em Artes
- Técnica
- Fotografia digital
- Captura
- 04/09/2026
Memorial descritivo
Em Infindo, parto da sensação de continuidade infinita. A repetição das formas verticais sugere uma sequência que ultrapassa os limites da fachada do edifício e da própria fotografia.
Nesse processo, estruturas que compõem o cenário urbano e muitas vezes nos engolem passam a ser observadas de outra forma. Embora seus limites estejam materialmente bem definidos, ao interromper o ritmo acelerado do cotidiano e voltar o olhar para elas, somos lançados a um tensionamento que desafia nossas noções de escala e finitude na cidade.

Túnel de galhos
Hamilton Oliveira Bittencourt Junior
Doutorado em Artes
- Técnica
- Fotografia digital com câmera modificada (full spectrum sensor) com filtro infravermelho 760nm convertida em preto e branco
- Captura
- 14/09/2026
Memorial descritivo
Túnel formado pelos galhos das árvores sobre o canteiro central da Avenida Saldanha Marinho, com o Museu do Saneamento ao fundo no centro da imagem, a ideia foi mostrar uma vista da Cidade de Pelotas de uma maneira incomum pelo uso da fotografia em infravermelho. Importante mencionar que essa vista sofreu muitos danos após o temporal de 21 de setembro de 2026, muitas árvores e galhos foram quebrados pelo vendaval e posteriormente foram serrados pelas equipes de recuperação.

Caixa d'água
Hamilton Oliveira Bittencourt Junior
Doutorado em Artes
- Técnica
- Fotografia digital com câmera modificada (full spectrum sensor) com filtro infravermelho 760nm convertida em preto e branco
- Captura
- 14/09/2026
Memorial descritivo
A proposta da fotografia busca apresentar uma nova forma de ver a realidade do cotidiano, através do uso da fotografia em infravermelho, cujo qual é um espectro de onda invisível ao olho humano, mas que pode ser capturado pela câmera com uma modificação no sensor. Tudo que reflete a radiação infravermelho proveniente do sol, principalmente a vegetação verde, com alta concentração de clorofila, tende a resultar numa aparência clara na imagem, superfícies que absorvem infravermelho e o céu quando limpo tendem a ficar escuros.
A ideia foi mostrar um monumento que às vezes passa despercebido no meio da Praça Piratinino de Almeida, de uma maneira incomum, de modo a chamar atenção para esse patrimônio da cidade de Pelotas.

As Flores que não brotaram quando você partiu
Mercurio Midon Dos Passos
Artes Visuais – Bacharelado
- Técnica
- Fotografia Digital
- Captura
- 23/08/2026
Memorial descritivo
As flores que não brotaram quando você partiu é uma série de fotográfica que investiga a perda, o silêncio que de forma sorrateira permeia nosso dia a dia. As fotografias foram feitas em uma série de caminhadas na cidade de Pelotas, tendo como foco, flores, plantas e prédios, tendo uma edição mínima a proposta é uma erosão do silêncio em meio a todo o ruído urbano. O ato de fotografar nesse contexto é também um ato de ruptura de um movimento contínuo que o urbano nos traz. As flores que não brotaram quando você partiu vem para nos levar a um estado de contemplação do que não se é notado mas se é visto.

A estética do frio
Eduarda Borges Franco
Mestrado em Artes
- Técnica
- Fotografia digital, profundidade de campo
- Captura
- 25/04/2025
Memorial descritivo
Seguindo os conceitos da "Estética do frio" de Vitor Ramil, a fotografia associa à atmosfera de Satolep, remetendo ao frio, neblina, vento e cerração. Foi obtida durante deslocamentos propostos em atividades extensionistas durante a graduação em Artes Visuais na UFPel, durante uma viagem até a Colônia Z3, em Pelotas. Seguindo o conceito de "extraordinário do cotidiano" trago a imagem de um barco que serve como elemento rotineiro dos trabalhadores da colônia, onde a beleza do cotidiano se torna visível.

Impermanência
Eduarda Borges Franco
Mestrado em Artes
- Técnica
- Fotografia digital, controle de exposição
- Captura
- 20/05/2026
Memorial descritivo
A fotografia "Impermanência" aqui presente busca retratar a instabilidade do impermanente, visto o banal e cotidiano dos dias, onde o reflexo da água junto à luz do sol mostra o extraordinário. Formas de percorrer os lugares com o olhar atento perante ao que nos cerca, formas de ver e enxergar diferente o cotidiano na cidade de Pelotas/RS.

Volta às aulas
Sofia Mazza Machado
Jornalismo
- Técnica
- Fotografia digital
- Captura
- 11/11/2024
Memorial descritivo
Registro capturado das escadarias externas do Campus Anglo da UFPel, durante o período de volta às aulas do semestre 2/2024. A imagem revela um raro arco-íris duplo que se estende sobre a estrutura metálica e arquitetônica do prédio universitário após uma tempestade. A proposta conceitual e visual explora o "extraordinário do cotidiano" ao transformar um cenário de transição rotineira (o fluxo de estudantes retomando as atividades acadêmicas) em um momento de contemplação poética e esperança. A luz crepuscular dialoga com as cores vibrantes do fenômeno óptico no céu, simbolizando a resiliência da comunidade e a renovação dos ciclos universitários em meio à paisagem urbana de Pelotas.

Águas de Maio
Sofia Mazza Machado
Jornalismo
- Técnica
- Fotografia Digital
- Captura
- 16/05/2024
Memorial descritivo
Registro realizado na Zona do Porto, bairro majoritariamente estudantil e abrigo dos campi da UFPel, durante as enchentes históricas de maio de 2024 em Pelotas. A imagem capta a paisagem urbana transformada pela catástrofe climática, onde as águas acumuladas nas ruas funcionam como um espelho, duplicando a arquitetura histórica e mostrando um "outro lado" da cidade diante das calamidades. A proposta visual e conceitual explora a dualidade entre a beleza simétrica e melancólica do reflexo e a dura realidade do desastre que paralisou a vida acadêmica e cotidiana da região. Focando nesse cenário de silêncio e reflexão, a fotografia mistura o cotidiano ao extraordinário dramático e poético que emerge de uma situação limite na paisagem que virou comum para os gaúchos.

Sagrado Urbano
Sofia Mazza Machado
Jornalismo
- Técnica
- Fotografia digital
- Captura
- 07/12/2024
Memorial descritivo
Registro da carga simbólica e cultural do espetáculo de rua “Zaze-Zaze: Uma festa para Vavó”, apresentado no chafariz da Praça Coronel Pedro Osório. A imagem capta a sensibilidade e a dramaticidade da encenação centrada na figura de Vavó, uma mulher negra e pobre que personifica a resistência, a ancestralidade e as lutas cotidianas. Enquadrada no cenário urbano, a cena retrata o fenômeno moderno da “Renascença Acidental”, que define fotos do cotidiano que remetem a pinturas clássicas graças à iluminação, à composição e à atmosfera. O momento transforma a praça, tão comum no dia a dia pelotense, em um território sagrado de celebração, arte e memória coletiva. A proposta visual busca congelar a força expressiva dos corpos, as texturas dos figurinos artesanais e a atmosfera de comunhão presente na paisagem da cidade, revelando a poesia e a profunda dignidade das vivências marginalizadas que habitam o nosso cotidiano.

O cotidiano noturno de Pelotas
Kati Ferreira
Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural
- Técnica
- Fotografia feita uma Nikon D40, distancia focal de 55mm, ISO 1600, velocidade 1s, e abertura 5.6. Foi feita uma edição de cores, com ajuste de sombras, exposição, vinheta.
- Captura
- 03/09/2023
Memorial descritivo
A técnica utilizada nessa imagem foi a de panning, que consiste em focar em algo e, com a velocidade baixa, acompanhar ou fazer um movimento. A cidade de Pelotas tem um cotidiano noturno por ser uma cidade com grande fluxo de universitários, e o Galpão é um dos lugares frequentados por grande parte da comunidade acadêmica, especialmente do Porto. Essa foto foi feita em uma noite em que levei minha câmera para o Galpão e comecei a testar a técnica de panning. Quando penso nessa fotografia no tema "extraordinário do cotidiano", pondero que existem diferentes cotidianos, mas essa fotografia emerge do meu cotidiano: a vida noturna de 2023.
Nesta imagem, fica para mim o sentimento de inércia, onde há alguém parado, imóvel, por mais de 1 s, enquanto a luz e o movimento das outras pessoas pintam a imagem. Penso que, se não fosse por essa fotografia, eu não saberia que havia uma pessoa parada ali.

COMPADRIO
Marcelo Paxá
História – Bacharelado
- Técnica
- Nikon D800E, f/5.6, v. 1/4000s, iso 200, dist. focal 24mm
- Captura
- 23/07/2015
Memorial descritivo
À espera da composição perfeita nesta passagem diária entre cavaleiros, amazonas, gado, cachorros e a velha ponte… cumplicidade genuína.

jovem, "mão calejada"
Marcelo Paxá
História – Bacharelado
- Técnica
- Nikon D800E, f/2.8, v. 1/1250s, iso 200, dist. focal 200mm
- Captura
- 22/06/2015
Memorial descritivo
No momento da captura da imagem percebi algo grandioso naquela "mão calejada". E, ela estava ali, já por minutos apoiada no relho… tive a sorte de perpetuar toda uma lida naquela jovem, "mão calejada".

a ÁRVORE
Marcelo Paxá
História – Bacharelado
- Técnica
- Nikon D800E, f/5.6, v. 1/2500s, iso 100, dist. focal 70mm
- Captura
- 22/09/2014
Memorial descritivo
Amanheceres… perdi as contas. Mas, tem amanheceres que são inesquecíveis. Lembro quando percebi o quadro que estava se desenhando… a ÁRVORE. E são pouquíssimos segundos de oportunidade.

Cartografias da noite
Matheus Magalhães Costa
Mestrado em Memória Social e Patrimônio Cultural
- Técnica
- Fotografia digital, longa exposição.
- Captura
- 24/07/2026
Memorial descritivo
Capturada numa noite fria de inverno, da sacada de uma janela, o retrato nos conduz para diferentes desfechos e sentidos. As interpretações para a foto reverberam em tantas circunstâncias da vida, tantas decisões, escolhas, rupturas e permanências.
Quem são essas duas pessoas? Elas se conhecem? Já se conheciam antes daquele momento ou acabaram de se encontrar? Seria um término? Uma conversa entre amigos? Um flerte? Será que alguma coisa ainda vai acontecer depois daquele instante?
A fotografia não nos dá essas respostas. Ela registra apenas um fragmento, deixando em aberto tudo aquilo que veio antes e tudo aquilo que poderá vir depois. Talvez seja justamente aí que esteja o extraordinário: em uma cena tão cotidiana, tantas histórias podem existir. Cada olhar encontra uma possibilidade diferente e, talvez, também alguma coisa de si mesmo naquela imagem.
